sábado, 9 de janeiro de 2021

Triste história deste anúncio

 

Quando o "governo militar" do presidente Médici completava três anos, nosso cliente Sifco solicitou a criação de um anúncio para comemorar tal evento.
Este talvez tenha sido o desafio mais cruel que já passou pela minha agência. Minha equipe e eu promovemos o chamado "brainstorming" (tempestade mental), e colocávamos no papel cada ideia, cada título, cada caminho que nascia.
Foi difícil. Depois de três dias, o melhor que conseguimos foi o título 
 "Governo Médici: três anos que valem por 30".
Ao levarmos o layout para a diretoria da empresa, a ideia foi reprovada de imediato. Afinal, Médici e o governo militar promoviam a fase mais cruel da repressão no Brasil e o título poderia transmitir a conotação negativa da longevidade dos anos de torturas, sequestros de cidadãos e da ditadura que nosso país vivia.
Finalmente o título foi-nos passado pelo próprio cliente.
E publicamos o anúncio acima nos principais jornais do país.
Sim, a vida do publicitário não é fácil!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Os primeiros comerciais da Coca Cola Família

Lançamento da Coca Cola Família: serve mais de 4 copos. Comercial de 1960, antes da tevê à cores

Desbloqueando o I Phone com o olhar

 Veja este comercial do I Phone X da Apple: para mostrar que pode ser desbloqueado apenas com o olhar, a criação se utilizou de incríveis efeitos especiais.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

"Propaganda subliminar, o perigo!"

Você já ouviu falar de propaganda subliminar?
Saiba como publicitários conseguem atingir os recônditos do seu cérebro, para induzir você a adquirir produtos e serviços.


 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Comercial para criar frustrações

(Tradução: A primeira classe existe para lembrar que você NÃO ESTÁ na primeira classe)

Este comercial da E-Trade Investimentos é bastante agressivo - para não dizer ofensivo. Ele lembra que você não é rico e não tem capacidade financeira para comprar passagens de primeira classe em aviões.
Será mesmo o melhor comercial de 2017?

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Como conseguir um irmãozinho


Tudo começou em 1957...

O vídeo acima mostra um pequeno lote de criações publicitárias realizadas por este seu blogueiro, que começou a atividade profissional em 1957 na então Fidel Propaganda Ltda., em São Paulo.
Foi uma longa jornada. A prática adquirida me levou a receber convites de outras agências - sempre em São Paulo - até me estabelecer com minha própria empresa de criação publicitária, que atuou por longos 41 anos.
Muitos dos trabalhos expostos no vídeo são dos tempos pré-computador. Os textos e títulos eram compostos por gráficas especializadas, fornecidas em papel glacê ou fotográfico e colados nas artes-finais pelos profissionais chamados de paste-up men. Tampouco havia celulares nem programas gráficos para tratamento das fotografias, que necessitavam de profissionais especializados em "retoques americanos".
Não havia impressão digital: os trabalhos gráficos eram impressos através de clichés e posteriormente fotolitos.
Os trabalhos já apresentavam alta qualidade e se confundem com os trabalhos realizados com o computador. E o mais importante: os resultados se refletiram no aumento de produção das empresas para as quais os trabalhos e as campanhas publicitárias eram destinados.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Registro da criação publicitária


As técnicas da criação publicitária nas décadas de 1950 a 1990 não podem passar em branco: agora existe um registro histórico da fase que pode ser considerada a mais romântica e criativa da publicidade brasileira.
Este e-book pode agora ser adquirido pela bagatela de R$3,99 na Amazon.
Basta clicar:

https://www.amazon.com.br/dp/B07M5MP1MW

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Desavergonhadamente bom!

O título é na verdade o fecho deste comercial do Polo, da Volkswagen. Um comercial que o Papa jamais aprovaria!

terça-feira, 16 de julho de 2019

Mal entendido


Quando a palavra "refrescar" é mal-entendida no comercial da cerveja.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Vontade de assassinar a Vivo!

Levantamento do Estadão mostra a Vivo como a operadora com maior número de reclamações dos clientes

Se a empresa de telefonia Vivo fosse uma pessoa, provavelmente não estaria mais em pé. Teria sido abatida por milhares de pessoas que nutrem o mesmo sentimento de ódio que eu. 

Pois já  há cerca de um mês essa empresa passou a perturbar meu sossego com  dois e até três telefonemas diários, inclusive aos domingos, tanto no meu aparelho fixo, como no celular. Para não serem identificados e por consequência barrados nas ligações, eles se valem de números não repetidos, com DDDs de localidades das mais diversas. 


Ao atender, constatamos que é uma gravação, impelindo-nos a falar com algum atendente. Querem por que querem que  eu troque de operadora e me torne cliente Vivo. Como não encontrei nenhum número de telefone ou um e-mail que nos permita falar com a diretoria ou, de alguma forma, solicitar que a empresa pare de me atormentar, decidi ouvir o termino da gravação  e aí, sim, falar com o atendente. Por duas ocasiões soltei o verbo com uma intensidade tal que as genitoras deles devem ter sentido a minha ira. Seja lá onde estiverem. Até no túmulo!


Então, como não adianta nada deixar de atender às chamadas da Vivo, coloco o problema na rede para quem quiser ler. Na esperança de que algum diretor ou graduado daquela empresa também o leia.


Nota zero para a empresa que deve estar assessorando a Vivo e inventou essa fórmula idiota de agredir as pessoas. Pois propaganda bem feita é aquela que atrai o consumidor, seja pela qualidade dos serviços, seja pela beleza da linha, seja por indicações de terceiros, seja por motivações psicológicas, seja pelo atendimento das suas demandas. Quem quer que tenha sugerido à Vivo esta agressão, está direcionando a empresa a um buraco negro, sem volta. Pois quem nutre raiva a respeito de algum produto ou alguma empresa, dificilmente esquecerá a irritação pela qual passa ou passou. O revide virá em algum momento.